Tuesday, 18 August 2015

Cinco minutos /// o feijão e o coração

Sim, é verdade que adoro ir ao mercado sábado de manhã, comprar frescos fresquinhos em quantidades maiores do que aquilo que é saudável um corpo humano carregar em dois braços e umas costas, recheando o frigorifico e recipientes de verga e metal periféricos com coisas boas para toda a semana. Mas hoje em dia, aquilo que compro é quase sempre incompatível com o tempo e disponibilidade mental que tenho para planear e cozinhar como gostaria. O que, por sua vez, gera um nervoso miudinho, de cariz pecaminoso, por não lhes estar a dar o uso devido. Os frescos acabam ocasionalmente por ser comidos já não tão frescos, e as tartes, grandes travessas de forno, paneladas e outras receitas que trago na cabeça acabam quase invariavelmente por dar lugar a pratos saborosos e bonitos, mas simples e de fórmulas decoradas.

Por isso, por muito que me custe, quanto menos coisas tiver para cozinhar, melhor. Aí sim, o meu sentido pragmático e a criatividade dão as mãos e cantam uma canção. Quase invariavelmente me surpreendo quando pego em meia-dúzia de coisas - se tanto - e transformo-as num prato de me deixar de boca aberta. Com uma base quase sempre de crús, adicionando uma erva, retirando uma especiaria, trocar sumo de limão por vinagre, azeite por óleo de côco, germinados por couscous ou soba noodles, ou juntando uns cajús ou amêndoas laminadas no fim, as possibilidades são infinitas. O mérito atribuo todo ao que está no prato.

cinco minutos vai ser uma categoria a aparecer muito por aqui - são ideias que não exigem mais de cinco minutos de preparação: sem medidas, sem (ou com o mínimo de) fogão, sem tempo a perder e com tudo o que se quer para ter um prato feliz.




O feijão e o coração
Um punhado de feijão verde, tomate coração-de-boi, a cebola mais doce - todos cortesia do meu avô - juntam-se numa grande tigela ao feijão branco, doce e cremoso, uma colher de cereais germinados, crocantes e super nutritivos (usei da Iswari) o limão para a acidez, azeite, porque sim, e zaatar pelo seu aroma. É uma festa de texturas e sabores, que se come quase à colherada e o resto, se ninguém estiver a ver, bebe-se do fundo da tigela.


In english, click below.

Yes, it is truth that I love going to the farmer's market saturday morning, buy the freshest greens in a quantity bigger than what is healthy for a standard human body to carry in two arms and he's back, filling the fridge and the peripheral metal and lithe bowls with beautiful things for the rest of the week.
But these days, what I buy is almost always incompatible with the time and mental availability that I have to plan and cook as I would like to - making me, slightly nervous by thinking how unholy of me of not give them their proper use. The greens occasionally end up being eaten not so fresh anymore and the pies, the big oven dishes, pots, or the 1001 ideas I bring in the head end up, almost invariably, to give place to tasty and beautiful dishes, but simple and of well-know memorised formulas.

Therefore, for as much as it costs me, the less I have to cook, the better. That's when my pragmatic sense and creativity hold hands and sing a song. I'm surprised how almost every time I put together half a dozen ingredients - if that much - something jaw dropping happens.With a base generally made with raw vegetables, adding a fresh herb, taking out a spice, changing lemon juice for vinegar, olive oil for coconut oil, sprouted grains for couscous or soba noodles or sweet potatoes, adding cashews or sliced almond in the end - the possibilities are endless. The merit goes to everything that's inside the dish.

cinch minutos (five minutes) will be appearing a lot in this place - it's ideas that doesn't demand more than five minutes of conception: without measures, no (or the minimum use of) stove and oven, without wasting time and with everything it needs to be a happy dish.

The heart and the beans
Green beans, bull's heart tomatoes, the sweetest onion - all from my grandpa's - combined in a big bowl with a cup of white beans, sweet and creamy, a tablespoon of sprouted grains, crunchy and super nutritive (I used Iswari), lemon for acidity, olive oil because yes!, and zaatar for the flavour. It's a feast of textures and flavours, that you can almost eat by the spoon and, if no one's watching, drink the leftover juices from the bottom of the bowl.

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